Quem precisa de armas nucleares? Da racionalidade retrógrada ao devaneio de poder (Por Leonardo Braga)
Gostaria de tratar de uma questão de racionalidade. Sim, de racionalidade, mas não da má racionalidade, aquela que aproxima o pensamento de relações internacionais à sua concepção realista que faz do Estado aquele ator egoísta-racional. Ao contrário, gostaria de tratar da boa racionalidade, do bom uso da razão que nos faz seres dotados da capacidade de pensar o mundo e as coisas que mais importam nele. Nesse sentido, a racionalidade a que proponho tratar é encarnada numa pergunta: o que justifica, num mundo de pós-guerra fria, que um país alimente o desejo e mesmo projetos de possuir armas nucleares?
Talvez as perguntas se multipliquem para que possamos dotar a discussão que se inicia de uma racionalidade maior. Para que servem armas nucleares? Ou melhor, para que servem armas nucleares para um país que ainda não as detém? A posse delas torna as relações internacionais mais justas ou mais seguras?
Vamos arriscar algumas respostas para essas perguntas. Por exemplo, porque os Estados Unidos precisam de armas nucleares? Poderíamos dizer que eles precisam de armas nucleares para dissuadir aqueles que não as têm e estão tentando ter. Faz sentido? Parece fazer, especialmente se partirmos de duas observações: de que armas nucleares são um mal em si mesmo e que uns e outros Estados Nacionais estão tentando possui-las. Aliás, há uma terceira observação, que é bem importante. O fato de os Estados Unidos terem utilizado armas nucleares ao final da II Grande Guerra e nunca mais terem repetido seu uso – mesmo quando da Crise de Mísseis de Cuba em 1962, momento em que quase usaram! – dá algum indicativo de confiança e credibilidade a esse país.
Por outro lado, que credibilidade os países que não possuem e desejam possuir armas nucleares transmitem à comunidade internacional? Como confiar que, uma vez adquiridas, essas armas não serão usadas? E mesmo que não sejam, isso não é algo ruim, porque provoca um estado de insegurança e rivalidade desnecessário? Pois é, o que conseguimos é somente alimentar o famoso dilema de segurança, quando os Estados começam a se armar porque se sentem inseguros com o armamento dos outros e o mundo então é menos do que mais seguro do que era antes. Isso é um problema.
Mas então temos outro problema: a defesa dos princípios westphalianos! Sim, a lógica de reciprocidade deve ser mantida. Se um Estado pode ter armas nucleares, outros também podem. É reflexo do exercício soberano de cada Estado. Alguns dirão inclusive que pode ser uma questão de justiça! Uma vez que os Estados Nacionais gozam de uma igualdade soberana formal, nada mais correto que disporem de mesmos direitos ou prerrogativas.
Mas há um problema. Na verdade, dois. Primeiro, a igualdade soberana entre os Estados garante a sua autodeterminação como povo, mas ela está limitada à não-intervenção nos assuntos internos de outro povo. Autodeterminar-se não significa determinar-se desmensuradamente em relação ao outro. Diferente do regime político a ser adotado internamente, que constitui escolha do povo para sua vida interna – e hoje já discussões sobre a qualidade de alguns regimes políticos no tocante à garantia de direitos humanos – a escolha por possuir armas nucleares é dotada de uma característica relacional externa. O significado da posse de armas nucleares está na capacidade de dissuasão de última instância de um Estado em relação ao outro. Mas quem precisa desse exercício máximo de dissuasão hoje em dia? Por que alimentar rivalidade ao invés de exercitar a compreensão via negociação comercial, por exemplo? Quem ganha com uma postura belicista nuclear?
Pensemos no Brasil. Para que o Brasil precisa de armas nucleares? Temos pretensões de nos tornarmos a grande potência mundial? Seria preciso primeiro derrubar os Estados Unidos, com quem temos laços político-econômicos e sociais históricos. Em seguida, teríamos que superar a China em sua pretensão (e condição) de também ser a grande potência mundial. Além disso, não temos nenhuma disputa territorial aberta com nenhum país vizinho que justifique a aquisição e produção de armas nucleares – o que talvez só gerasse impasse nas negociações, como no caso indiano-paquistanês.
Ah! Precisamos de armas nucleares para proteger a Amazônia! É mesmo? Será que a dissuasão nuclear brasileira não provocaria dissuasão econômico-comercial. Poderíamos dizer: “nós temos a bomba!”. Sim, e daí? De que vale uma ação unilateral se as relações internacionais são compostas por relações comerciais, econômicas, financeiras, produtivas, políticas, sociais, culturais, religiosas, enfim, mais valiosas e propositivas do que as primeiras? De que maneira ter a bomba não nos prejudicaria em nossas outras relações que não as militares? De que modo isso não afetaria ainda mais nossa condição de país que necessita de investimentos externos diretos e de expansão das fronteiras comerciais? Lembremos que a dissuasão nuclear consta de não usar armas nucleares – ela é só uma ameaça, enquanto a dissuasão econômico-comercial pode gerar retaliações materiais, concretas e danosas aos nossos interesses. Além disso, não nos esqueçamos que o Brasil ratificou os Tratados de Tlatelolco e de Não-Proliferação e seria um contra-senso denunciá-los, especialmente com o histórico humanista, pacifista e institucionalista que temos.
Mas, e outros países? E o Irã, para que precisa de armas nucleares? Estávamos esperando por essa pergunta! A quem o Irã quer se contrapor suficientemente? Passada a guerra fria, nenhuma potência nuclear parece gozar de legitimidade tal que justifique o uso de armas nucleares. Hoje, mais do que outrora, é possível fazer valer os princípios da guerra justa, especialmente o da proporcionalidade. Atacar (ou contra-atacar) um país não-nuclearizado com armas nucleares causaria um grande arranhão na legitimidade desta ou daquela potência nuclear. A história bem recente tem mostrado isso. Desde a I Guerra do Golfo até a Guerra do Iraque atual, os Estados Unidos não atacaram seus inimigos ou intervieram com armas nucleares.
Por outro lado, se é verdade que o Irã só está investindo em energia nuclear para fins pacíficos, porque a postura tão assertiva de seu presidente, Mahmoud Ahmadinejad? Porque não rivalizar menos com o Ocidente? A imagem que nos passa o Irã é de um rival a um inimigo, no sentido wendtiano dos termos. Creio ser essa uma postura ruim para as relações internacionais. Não defendo a ocidentalização do mundo, mas compreendo que comportamentos ou discursos agressivos dão uma contribuição negativa à convivência internacional. E é exatamente por isso que não podemos defender a igualdade soberana entre os Estados no sentido de que ou todos têm armas nucleares ou nenhum deles tem. O que garante que se os Estados que possuem arsenais nucleares os destruírem os Estados suspeitos também o farão? Nesse sentido, é importante que algum Estado responsável, ou um grupo deles, possa dissuadir Estados suspeitos.
O mundo vive outros temas e relações que as militarizadas; vivemos problemas mais prementes que a disputa clássica de poder pelas armas – comércio internacional, meio ambiente e direitos humanos, por exemplo. Mesmo o terrorismo não pode ser rivalizado com armas nucleares. A compreensão liberal deixa-nos a possibilidade de resolvermos nossos conflitos de interesses por outras vias que não as militares de fato, ainda que estas sejam, quando necessárias, validadas.
De qualquer modo, sobre a defesa de se possuir armas nucleares, causa-me espanto e preocupação a postura racional retrógrada e o devaneio de poder que alguns Estados alimentam e alguns “teóricos” de relações internacionais também. Quem, afinal, precisa de armas nucleares?
Leonardo Braga (RINT/UniLaSalle-RJ)

Primeiramente gostaria de parabenizar o professor pelo artigo e dizer que nos dias de hoje seria mutio dificil de se pensar em relações internacionais sem a questão de high politics como mais importante que a de low politics. Em minha visão, para que os países possam fazer com que prevaleçam seus interesses no cenário internacional ainda é necessário e importante a questão bélica-militar,apesar de cada vez mais os países estarem entrelaçados e depedentes economicamente uns aos outros. Seria talvez pelo fato dessa dependência econômica que algumas potências fazem prevalecer sua superioridade a outros países e impõem seus objetivos por serem superiores militar e economicamente, como os Estados Unidos?
Estamos vivendo um momento na história onde a cooperação seria cada vez mais necessária pois vivenciamos problemas como aquecimento global, terrorismo, confrontos étnicos, refugiados entre outros… que fogem ao espaço de resolução de apenas um Estado e mas são, sim, do mundo inteiro. Concordo que questões como essas são mais importantes que a necessidade de alguns países obterem suas armas nucleares, principalmente em países como o Brasil onde há fome, desemprego, desigualdes sociais e outros problemas mais. Porém, para um país que deseja alcançar patamares maiores e tornar-se potência é necessário sim possuir armamentos nucleares, mas não os colocando como o principal objetivo em suas politícas e sim visando melhorar economicamente a situação de seu país. Parece que o dilema econômico, onde os recursos são escassos e devemos alocá-los da melhor forma possível. O cobertor curto da economia se põe implicitamente neste ponto, pois ao mesmo tempo que os países devem colaborar uns com os outros para a resolução de problemas que afetam todos além da dependência econômica, possuem também interesses próprios que muitas vezes para serem alcançados necessitam do uso da força; daí a necessidade de se obter armas nucleares, não para o seu uso e sim para o afrontamento e amedrontamento a outros países.
05 Oct 2007 às 00:35
Permita-me fazer uma provocação postando-me com uma “mente árabe”, .
Baseado neste trecho no final de teu artigo: “Não defendo a ocidentalização do mundo, mas compreendo que comportamentos ou discursos agressivos dão uma contribuição negativa à convivência internacional…. O que garante que se os Estados que possuem arsenais nucleares os destruírem os Estados suspeitos também o farão? Nesse sentido, é importante que algum Estado responsável, ou um grupo deles, possa dissuadir Estados suspeitos.”
Mas a questão não pára por aí. Para eles, os árabes, o principal ponto em questão é também relacionado à superioridade militar norte-americana que é ameaçadora e dissuasiva nas questões políticas naqueles países da região. Uma vez um país árabe detentor da um armamento militar potencialmente destrutivo em alvos de interesses norte-americanos (Israel, p.ex.) impõe uma resistência às pretensões político-econômicos norte-americanos na região, assegurando a autonomia desejada por esses povos, por mais “atrasados” institucional e juridicamente que estejam em seus territórios. O que os países árabes menos desejam depois de inúmeros erros dos EUA (cá entre nós não foram poucos, além de injustos e imperdoáveis em quaisquer doutrinas religiosas na relação do Homem com seu semelhante) é que a conduta intervencionista americana (mesmo que por meios indiretos como muitas vezes o fazem) conduzam seus destinos de modo impositivo, como o fez, ou tentou fazer, no Iraque recentemente.
Nós ocidentais, temos que atentar que, para a grande maioria dos povos de todo o mundo, a riqueza e beleza destes dá-se muito prioritariamente pelo seu aprimoramento moral do ser, não apenas intelectual e financeiro cultuados pelos ocidentais. É aí, que nós ocidentais, não os entendemos e eles a nós. A prática respeitosa e diária tambémmm do aperfeiçoamento moral e religiosos em muitos destes povos (árabes, hindus, budistas,tibetanos,islâmicos etc) de valorização e respeito profundo entre os seus, deve ser relevada quando tratarmos de tentar compreender seus propósitos e posturas assertivas, ainda mais se tratando da megapotência em incipiente decadência. Tudo é questão de tempo!
***
Particularmente, não admiro em nada o Sr. Ahmadinejad, Chavez, Kim Jong e companhia.. com suas políticas. Apenas ouso compreendê-los em suas ousadas iniciativas tacanhas de autodeterminação e soberania de Estado com a estratégia nacional de governo e de política externa, visando a admiração e a busca de liderança contra o “império do mal” junto aos demais povos da região. Em outras palavras, buscar a liderança igualmente errônea com o mal exemplo. É redundante! Como no truco: o que vale então é blefar.
Liderar com exemplos! Não pela força.
Direitos Humanos, das mulheres, liberdade de cultos, democracia, liberdade de imprensa, meio ambiente são temas indiscutíveis de reflexão e aplicação a todos os povos. Não apenas àqueles menos avançados ou mais carentes de recursos para o progresso.
Com esta prerrogativa é que Sr. Luis Inácio conduz sua inédita PEB, e que tem tido a admiração, atenção e respeito por parte de todos os povos SENSATOS de todos os quatro cantos do mundo. E será apenas uma questão de tempo para maturação do ser para que a voz uníssona de respeito aos povos e de desenvolvimento coletivo que alcançaremos uma comunidade mundial mais tolerante - religiosa, étnica e culturalmente - e próspera em todos os sentidos. E é claro, isso não se consegue do dia pra noite. E sim, em gerações. Mas obrigatoriamente haver a iniciativa corajosa da mudança, e isso estamos fazendo, reduzindo prioritariamente nossas assimetrias sociais (humanas) e assim desenvolvendo o país. Fazendo a nossa parte, liderando com exemplos.
Valeu pelo tema!
Jvirote
05 Oct 2007 às 15:18
A fim de comentar o tema, divido meu texto em quatro pontos: 1) Aplicação do Artefato Nuclear durante Potsdam; 2) Détente; 3) TNP; e 4) Brasil.
1) Aplicação do Artefato Nuclear durante Potsdam
A idéia do uso realista ao qual foi exposto em seu texto pode ser exemplificada na lógica de Potsdam. A idéia de poder dissuasório nuclear tinha sido utilizada pela primeira vez por Truman frente a Stalin causando a percepção incontrastável do poderio americano.
Indubitavelmente, a estratégia aplicada à operação militar é extremamente discutível e moralmente funesta.
2) A idéia de coexistência pacífica
Pergunto-me o que ocorreria caso este conflito “frio” fosse composto por termos bélicos convencionais. A associação do artefato nuclear ao conceito da balística de Von Braun com o ICBM permitiu a não existência de uma nova guerra. Desejando ou não, os defensores do “idealismo” devem assumir a capacidade do realismo em frear aquele embate.
3) TNP
O Tratado de Não Proliferação não é mais do que um congelamento de poder. Os Estados que já possuem artefatos nucleares continuarão a possuir a tecnologia. É uma ordem do sistema internacional extremamente discutível e incompreensível do ponto de vista de Westphalia, como ressaltado em seu texto.
O Ocidente realmente possui uma capacidade maior de racionalização do uso do poderio militar. É de se imaginar o que o Iran faria caso fosse o único possuidor da bomba…
4) Brasil
O Brasil é o quinto maior possuidor de urânio no mundo – com apenas 30% de seu território avaliado. Diversos projetos existem, muitos deles apoiados no projeto PNM – Programa Nuclear da Marinha. O país desenvolveu a capacidade de ter uma centrífuga especial sem necessitar da tecnologia estrangeira. A tecnologia nuclear brasileira possui diversos campos de atuação, mesmo com o projeto sendo caracterizado como “bélico”, sua aplicação pacífica é mais que realidade.
Concluimos ao afirmar que a paz é o que, pelo menos em teoria, todos os Estados desejam.
Negar-se a possuir uma tecnologia ou até mesmo o artefato nuclear em um país com a maior concentração de água doce do mundo seria renegar o aspecto racional de um ser humano.
O Brasil se insere aí, no contexto dos Estados sob a vertente do enfraquecimento dos Estados Unidos e o surgimento de novas potências regionais. Acreditar que o país pode contar com a boa vontade dos “grandes” em caso de necessidade é ilusório. É aquele célebre ditado “se vis pacem, para bellum”.
abraços,
Rene
05 Oct 2007 às 23:51
Caro Jeferson,
Talvez seja preciso considerar que a postura eventualmente adotada pelo Ocidente é mais uma reação ao comportamento dos Estados suspeitos. Estes dão, pelo menos, pretexto para que se possa agir em relação a eles à medida que sustentam posições e discursos incompatíveis com a compreensão de convivência pacífica mínima entre os povos.
Outro ponto faz referência à política externa do governo Lula, que você cita. Se há algum ineditismo, como você afirma, creio que este não se verifica no todo da política externa do atual governo, mas tão somente na mudança ideológica frágil e frustrada para conseguir justificar uma inserção mais contundente no sistema internacional que, ao meu ver, constitui um erro, um retrocesso no avanço histórico feito pela PEB até então.
24 Oct 2007 às 18:16
Prezado René,
temo discordar das suas colocações. Não creio que esteja em andamento uma política de contenção dos EUA em relação ao Irã. Penso que o Irã não goza de um estoque de poder e de um significado de potência suficientemente relevante para justificar a adoção de tal política. Talvez possamos pensar numa estratégica mais ampla de contenção à Rússia via Irã e via construção do escudo de mísseis. De qualquer forma, em última instância, considero importante e salutar para a vida internacional que Estados suspeitos por eles mesmos possam ser dissuadidos e que, eventualmente, seja usada a força contra eles.
A idéia de coexistência pacífica que você traz somente pode ser compreendida quando há relações entre Estados minimamente responsáveis, que se dão conta das possibilidades de danos graves à vida internacional se armas nucleares forem utilizadas. Como saber se a guerra fria poderia ser verificada entre outros Estados que não têm um perfil assim (tão) responsável?
Concordo com o seu 3º ponto. Não há o que discutir.
Em relação ao 4º ponto, temo novamente discordar de você, meu caro. O que podemos compreender por “aspecto racional de um ser humano”? Será que é estarmos preparados para a guerra de modo predeterminado? Isso não gera configura o dilema de segurança como um problema nas relações internacionais? o Brasil, como uma potência média será que não tem mais a perder com uma postura belicista? E se a amazônia ou nossas reservas de água estivessem para ser “tomadas”, será que isso não se daria por outros meios que não os militares, como, por exemplo, pela cooptação da elite nacional? Repensemos.
24 Oct 2007 às 18:37
Este artigo é mais um dos muitos completamente errados. Primeiro que o artigo se considera parte do “ocidente”, mais se esquece que América latina não é considerada parte da cultura legitima ocidental por boa parte de americanos e europeus e sim uma região “ocidentalizada”, assim como o Marrocos também, e olha que o Marrocos e a América latina estão a ocidente do mundo e a Austrália esta no oriente do mundo e é legitimamente ocidental. Os moldes políticos islâmicos são ideais para quem o segue, foi o islã que na era das trevas levou um pouco de cultura para o esmirrado povo europeu que comia lado a lado com animais, o islã criou na Europa um poderoso país chamado “Andaluzia” país que englobava os atuais territórios de Portugal e quase toda a Espanha, também foi criado um território islâmico no sul da Itália.O islã levou conhecimento e cultura aos europeus, levou criações como a matemática inventada pelos muçulmanos o 0 ,1,2,…, levou as descobertas orientais então proibidas na Europa como o papel da china, cultura egípcia, cultura do oriente-médio e também alguns modelos políticos e livros gregos, além de revolucionar o pensamento do cristianismo o que resultou no “protestantismo” onde Lutero criou um “cristianismo islâmico” porque no islã nunca existiu clero central, a igreja católica na época acusou Lutero de ter “idéias islâmicas” e etc.
E hoje o que temos, hoje amigos temos os EUA com 7.000 ogivas nucleares, sabe o que isso significa ? eu vou dizer : da pra destruir a galáxia umas 3 vezes, e o que pode impedir os EUA de tacarem isto como eles tacaram no Japão?, 3 coisas :
1ªOs EUA mudarem radicalmente, virarem um país de pacifistas: não terem mais cassinos, industria do sexo, industria armamentista , filmes que incitem a violência e etc.
Qual a possibilidade disto ocorrer e resolver; NENHUMA
2ªTodo o planeta se entregar ao domínio dos EUA.
Qual a possibilidade disto ocorrer e resolver; NENHUMA, e mesmo se ocorresse não significaria paz porque o império romano por exemplo chegou a dominar boa parte do mundo conhecido e então começaram a surgir as brigas internas o que resultou no seu fim.
3ª Surgir pelo menos um outro país (de cultura e pensamentos diferentes) que possua a mesma, ou alguma capacidade bélica para rivalizar com os EUA.
Qual a possibilidade disto ocorrer e resolver; Todas. Assim voltaríamos a “bipolaridade” da época URSS X EUA , sabe porque os dois não entraram em guerra ? Porque ambos sabiam da capacidade bélica do outro, sabe por que Paquistão e índia nunca entraram em guerra(estão rosnando dentes um pro outro a 50 anos) sabem porque não guerreiam ? Porque ambos possuem armas nucleares e sabem que não haveria sequer guerra, porque mesmo com um vencedor o outro lado nem teria vida. Por isto os EUA não querem que o Irã tenha armas, quer desarmar a França, a Rússia e etc.
Conclusão: é importante nesta época da historia que haja bipolaridade no mundo e nas regiões, não pode Israel atacar palestinos há 60 anos e ter armas nucleares e nenhum país envolta ter, assim Israel e EUA continuarão a criar guerras e a criar ditaduras(como a de Sadam que foi criada pelos EUA) e etc.
A solução agora para o mundo seria bipolaridade nas regiões, ai não haveria guerra, mais claro os EUA não querem isto, querem o domínio global, algo que o império romano, napoleônico, soviético e nazista também queria.
Só depois de ter bipolaridade nas regiões é que vão sentar pra negociar, porque ou negocia ou morre todo mundo, e no final os EUA e URSS não negociaram? Claro! Ninguém é trouxa amigos, o mundo precisa disto de forças equivalentes , se tiver força desequilibrada o mundo corre risco.A partir destas negociações é que pode se pensar num desarmamento global e real(sem ninguém com armas).
10 Feb 2008 às 04:56